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15/08/2011

#florestafazadiferenca

Integrantes de 97 organizações da sociedade civil, movimentos sociais, parlamentares e ex-ministros participaram na última sexta-feira (5), na capital paulista, do lançamento do Comitê Paulista em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável Contra o Projeto de Lei Complementar 30/2011, que altera o Código Florestal Brasileiro. Também foi lançado um abaixo-assinado contra o projeto do novo código.

A ex-ministra do Meio Ambiente Marina Silva disse que o comitê dá a oportunidade de as pessoas saírem do papel de observadoras e passarem a agir. Ela citou uma pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada em junho, que constatou que 79% da população têm posição contrária ao texto do senador Aldo Rebelo (PCdoB-SP), relator do projeto. “Espero, sinceramente, que consigamos mobilizar as pessoas para que elas deem sustentabilidade política aos 81 senadores. Eles podem fazer uma atualização do Código Florestal à altura das necessidades do Brasil”.

João Paulo Rodrigues, representante do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), disse que o momento é propício não só para fazer o debate sobre as mudanças no Código Florestal como para incluir outros segmentos na discussão. “Nós, do campo, pequenos agricultores, não fomos consultados. A referência de agricultura que foi consultada é a do grande agronegócio que tem como principal base a monocultura, o uso demasiado de agrotóxicos e, acima de tudo, a depredação do meio ambiente”.

O deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) enfatizou que o novo Código Florestal atenta contra o interesse coletivo nacional. “O que está em jogo nessa proposta não é um problema só ambiental ou agrícola. Está em jogo a vantagem comparativa de uma nação e um processo histórico que conservou grande parte de sua biodiversidade, florestas, água e solo e que pode ser uma potência. Está em jogo também o modelo agrícola e agrário”.

O ex-ministro da Fazenda Rubens Ricupero lembrou que o Código Florestal pode trazer ainda consequências internacionais ao país, como a repercussão negativa da aprovação do texto na Rio+20 - Conferência das Nações Unidas em Desenvolvimento Sustentável. “Isso não se limita a uma questão só de de imagem ou do fracasso anunciado de uma conferência. É que existem compromissos inúmeros que o Brasil assumiu em fóruns internacionais que podem se tornar inviáveis caso determinadas mudanças incluídas no projeto da Câmara sejam consagradas no texto final”, alertou. O abaixo-assinado já está disponível na internet no site florestafazadiferenca.com.br/assine.


Por Flávia Albuquerque - Repórter da Agência Brasil

Vi aqui

10/08/2011

Voluntariado e Transformação

Todos que me conhecem sabem que sou voluntária de carteirinha e por isso quando recebi esta mensagem hoje achei essencial compartilhá-la. Este texto foi publicado na Revista Filantropia e encaminhado por uma colega voluntária. Vale a pena a reflexão.

8/8/2011
Hoje, temos em nosso planeta uma terrível realidade que queremos transformar: cerca de 1 bilhão de pessoas estão no limiar da sobrevivência, com menos de US$ 1 por dia; mais de 40% da população vive com menos de US$ 2 por dia; mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água limpa e 2,6 bilhões não possuem rede de esgoto em suas casas. Por falta de água e saneamento, uma criança morre a cada 19 segundos no mundo. 

Uma ferramenta para a mudança deste cenário é o voluntariado que, a partir de cada ação solidária, se coloca a serviço do desenvolvimento sustentável. Segundo definição das Nações Unidas voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos”.

Assim, quando cada um de nós assume sua parte na construção de um planeta melhor, mais justo, com mais qualidade de vida, assume também sua corresponsabilidade na superação dos inúmeros desafios da sociedade. O resultado de colocarmos a mão na massa para transoformar necessidades em oportunidades de ação voluntária é sustentabilidade.

De acordo com uma definição do portal www.ecodesenvolvimento.org.br,“sustentabilidade é o desenvolvimento econômico baseado no equilíbrio entre as dimensões ecológica, social e econômica. Representa o potencial para uma nova abordagem do setor privado em relação ao desenvolvimento criando negócios rentáveis que, simultaneamente, elevam a qualidade de vida dos pobres do mundo, respeitam a diversidade cultural, e conservam a integridade do planeta para as futuras gerações. Isso significa fazer uma importante contribuição social ao mesmo tempo em que se cria valor para os acionistas. Pressupõe a redução ou otimização do uso de recursos naturais, a minimização de impactos sobre o meio ambiente e a sociedade no decorrer do ciclo de vida de produtos e processos produtivos, e a melhoria da qualidade de vida de todos os seres.”

O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade, e até mesmo ao planeta todo. Isso porque cada um de nós causa impactos ambientais, sociais e econômicos, a partir de nossas escolhas e ações.

Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que ele seja:
 
• ecologicamente correto
• economicamente viável
• socialmente justo
• culturalmente aceito

Em 2011, ano das comemorações da Década do Voluntário, a Rede Brasil Voluntário escolheu uma campanha que nos leva à reflexão sobre o que é um planeta voluntário. Trata-se de um planeta que oferece tudo o que tem de melhor, sem pedir nada em troca, mas que, para sobreviver, precisa da atitude de cada cidadão.

Assim, o voluntariado é um processo pelo qual é possível contribuir, deixar uma marca no mundo, fazer a diferença. E tudo isso de maneira sustentável.

Quando um voluntário se dispõe a realizar uma ação em prol do bem comum, quando põe em prática seus valores de sustentabilidade, atento aos interesses reais e legítimos da comunidade, já vemos um mundo melhor virando realidade.

13/07/2011

Com a Avaaz



Urgente:  O presidente do Sudão, al-Bashir, acusado de genocídio e assassinatos  em massa, iniciou outro ataque brutal contra seu próprio povo. Vamos  exigir que nossas lideranças prendam al-Bashir e protejam o povo do  Sudão! 

26/03/2011

Quem sabe faz a hora



Com o slogan “apague a luz para ver um mundo melhor”, a Hora do Planeta é um ato simbólico, promovido no mundo todo pela Rede WWF quando empresas e a população demonstram a sua preocupação com o aquecimento global e seus efeitos devastadores, apagando as suas luzes durante sessenta minutos.

A campanha, que começou na Austrália em 2007, já tem adesão de mais de um bilhão de pessoas em 4616 cidades no mundo. No total, 128 países já apagaram suas luzes durante a Hora do Planeta.

Desde 2009 o Brasil participa e desliga as luzes do Cristo Redentor (Rio de Janeiro), a Catedral Metropolitana (Brasília), o Monumento das Bandeiras (São Paulo), o Teatro Amazonas (Manaus).

Neste ano o Brasil participa oficialmente da Hora do Planeta e terá participação do Ministério do Meio Ambiente e prefeituras, além de milhares de empresas e organizações no país como a Caixa, o Banco do Brasil; Itaú/Unibanco, Banco de Brasília (BRB), Grupo Carrefour Brasil, UnileverBrasil, Wall Mart Brasil, Coca Cola Brasil, Exército Brasileiro, Câmara dos Deputados e Grupo Pão de Açúcar.

Informações adicionais no site http://www.horadoplaneta.org.br/.

20/11/2010

E a nossa parte?

Quarta feira fui ao cinema assistir Tropa de Elite 2 e saí da sessão com uma pergunta na cabeça: qual é a solução?

A polícia recebe mal, não tem treinamento e equipamentos/armas para trabalhar, se arrisca todos os dias pela população sem nenhum reconhecimento e aí se corrompe (nem todos os policiais, claro).

A população pobre vive em caixas de papelão e barracos com pouca estrutura, deixada à margem em morros, sem condições de higiene e saúde básicas, sem acesso à alimentação correta ou escolas de qualidade tendo crianças que crescem querendo coisas que não conseguem comprar e por isso roubam, matam e traficam (nem todos os pobres, é claro).

As classe média e alta se mudam para condomínios fechados, desviam suas rotas para o trabalho, viajam para o exterior, põe os filhos em escolas particulares e criticam duramente programas sociais do governo mas contribuem ocasionalmente com uma instituição de caridade e dizem que estão fazendo a sua parte e o problema da pobreza e violência no país é do governo (a maioria, infelizmente).

E aí? E antes que me chamem de hipócrita, afinal ainda faço parte da classe média (não sei bem por quanto tempo) digo que muitas vezes me enquadro nesta simplificada descrição que faço. É, muitas vezes critico o que não conheço ou fecho os olhos para problemsas que também são meus. Sim; por que todos os problemas do país são meus, seus, dos seus vizinhos, do seu chefe... O país é nosso, os governantes são pessoas daqui que nós mesmos elegemos, e por isso devem a nós obrigações como honestidade, decoro, lisura nos processos que conduzem. Se um deputado rouba e põe o dinheiro na cueca o dinheiro é  meu, seu, dos aposentados, dos assalariados. E o deputado pode ser seu vizinho, seu parente, um cara em quem você votou sem pesquisar (por que afinal é um saco votar, uma perda de tempo não é?)

Aí eu vou ao cinema e está lá, bem explicadinho, pra quem quiser ver, como funciona nossa máquina pública, o filme só falta te pegar pela gola da camisa e te sacudir e falar: acorda mané! E a gente vai, assiste, comenta por um tempo e depois o que? Ano que vem começa um novo governo; uma promessa de continuidade (e melhoria?); no reveillon fazemos promessas: quero emagrecer, preciso juntar dinheiro, vou voltar a estudar. Mas não conheço ninguém que diz: vou ser mais engajado, vou cobrar as promessas de campanha do meu deputado, vou procurar um trabalho social sério para ajudar, doar meu tempo, construir uma coisa nova.

Sim, doar dinheiro é muito bom, necessário. Mas doar o dinheiro e não saber para onde ele vai deixa nossa consciência limpa mas nem sempre resolve alguma coisa.

E aproveito para contar pra quem não sabe: faço trabalho voluntário sempre que posso; já atuei em favelas e conversei com moradores e depois que ouvi de uma criança de 11 anos, dentro de uma sala de aula, que ela queria ser bandido quando crescesse tive a certeza de que temos todos a obrigação de modificar os valores em que estamos mantendo nossa sociedade.

Temos que mudar a consciência do que é realmente importante: o ser e não o ter; só assim, conseguiremos explicar para uma criança de 11 anos que é melhor estudar e ser professor ganhando um salário de R$1.000,00 por mês que traficante "fazendo" R$ 1.000,00 por dia.

25/10/2010

Post super atrasado (antes tarde do que nunca)

Há algum tempo falei sobre trabalhos voluntários e prometi um post sobre o Programa Mini Empresa, da Junior Achievement. Este ano tive o prazer de participar com os jovens do Projeto Gedam e mal posso esperar pelo próximo. Trabalhar com adolescentes do segundo grau pode ser um desafio mas para mim foi muito bom e me orgulhei dos resultados deles mesmo com algumas dificuldades que enfrentamos.

A turma era grande no começo mas tivemos #greve no ensino público aqui em BH e muitos meninos tiveram reposição de aulas nos sábados; além disso passamos pelo mês da copa do mundo e também registramos algumas perdas...

A verdade é que o processo é longo (são 16 semanas), foi aos sábados, e a maioria dos meninos não tinha nenhuma noção anterior do assunto. Alguns até já trabalhavam, mas em atividades com pequena necessidade de especialização e todos ainda estavam estudando, sem muita noção do que fariam nos próximos anos.

Isso me deixa triste e um pouco preocupada pois parece que nossos jovens não sabem mais "o que querem ser quando crescerem". Claro que a maioria de nós não virou astronauta ou cowboy, (mas muitos viraram engenheiros e veterinários) e hoje parece que os jovens às vezes esperam para escolher o que der mais dinheiro ou for mais fácil de fazer.

Não estou generalizando, nem tenho como, o mundo é muito grande, mas é uma impressão que tenho quando posso conversar com meninos e meninas de até uns quinze anos. E parece que a facilidade de informação não ajuda; muitos nunca ouviram falar sobre algumas profissões e nem sabem para que tantas outras servem.

Isso só me fez ver a responsabilidade que temos em orientar jovens que às vezes não exploram o próprio potencial por estarem mal informados. O diálogo com os pais é essencial e tem que passar da conversinha trivial: faça o que te fizer feliz, desde que você ganhe bem. Tá cheio de profissional bem remunerado que não tem vida pessoal por que não consegue um equlíbrio e se diz feliz por que troca de carro todo ano e também tem aqueles que não tem grana pra nada e culpam os pais por não os obrigarem a estudar mais, ou a seguir os próprios desejos e sonhos.

No fim, o que podemos fazer é ouvir as dúvidas desses meninos, pensar com eles e ajudá-los a decidir por si mesmos o que é o melhor. As vezes funciona, as vezes não.


A formatura foi ótima, teve show do Afroreggae, teve um cocktail depois e os meninos se esbaldaram. No fim alguns encontraram empregos melhores, outros continuam suas vidas. Espero ter feito a diferença para eles; eles com certeza fizeram para mim!

Compartilhe o que não tem preço e é tudo de bom!

Foi coincidência mas na mesma semana que descobri o projeto Compartilhe o que não tem preço da Mastercard a @samegui do A vida como a vida quer postou sobre isso. Então, no espírito de compartilhar o que há de bom por aí #ficaadica: passa no link do projeto e conheça sobre ele e aproveita e conhece o blog dela que é excelente!

Já doei várias emoções e cloquei o link nos favoritos aí visito todo dia. Você pode twittar o que doou e incentivar os outros a doarem também.

Aproveitando fica a auto-propaganda: passem no meu post: Coisas que você pode fazer com um clique ou dois e veja outras dicas legais.

13/10/2010

Pelos copos descartáveis

Outro dia li em algum lugar (realmente não me lembro onde) sobre um post no blog da Revista Super sobre copos de papel como alternativa aos copos de plástico descatáveis e fui lá conferir. De fato a idéia é boa, pensado que o papel é mais fácil de reciclar, de fazer, etc; e pode até fazer sentido para lugares onde as pessoas vão tomar água apenas uma vez, como salas de espera e lojas.

Mas a verdade é que é preocupante a quantidade de copos descartáveis utilizados em um ambiente de trabalho, por exemplo. Algumas pessoas tomam café quatro ou cinco vezes por dia, e quase toda vez tomam junto um copo de água. Quando vão lanchar, mesmo ao tomar refrigerante de lata, usam mais um copo. Não tenho dados estatísticos para dividir mas observei em meu próprio local de trabalho a quantidade de copinhos que vão para o lixo - fora os que se perdem por que quando a pessoa puxa um do dispenser cai outro junto - e olha que temos copos de vidro lá. Todo mundo tem preguiça de lavar o próprio copo (!?!).

Aí, tudo fez ainda mais sentido quando eu estava folheando minhas revistas Vida Simples e encontrei esse artigo do Luiz Alberto Marinho: Ninguém quer salvar o planeta. Constatação assustadoramente real...

Sei que não é bem verdade, temos já muita gente engajada, interessada, e ecologicamente correta andando por aí, mas muitas vezes a pessoa acha que por que usa sacola reutilizável já faz a sua parte e para por aí. E o copo plástico é um exemplo disso. Eu pessoalmente uso uma garrafinha de plástico (troco toda semana e reciclo a anterior) e para beber outras coisas o copo de vidro. E em casa um copo por dia é mais do que suficiente! Basta lavar bem...

Os copinhos abaixo são do Segredo do Vitório;



os da Coza e da Ou, você acha em vários lugares, até no supermercado.


O Listradinho e o verde são do Submarino.


O importante não é o preço, nem mesmo se são bonitos e simpáticos. O importante é fazer a nossa parte!

27/09/2010

Coisas que você pode fazer com um clique ou dois

Estou aqui pensando e mais uma vez concluí que as vezes não aproveitamos bem todo o tempo que temos; pode ser por uma infinidade de razões, mas a verdade é que nem sempre usamos os recursos que temos a nosso dispor na internet para ajudar alguém. Então resolvi procurar coisas que podemos fazer com um ou dois cliques e que podem fazer a diferença de alguma forma.

Desculpem se me empolguei e lotei o post com links, claro que não precisa conhecer tudo de uma vez, mas se a gente pensar bem; naqueles dois minutos que tiramos pra ver uma bobagem no youtube ou mandar um "spam" dá pra fazer uma coisa muito mais legal. E só com um clique ou dois.

19/09/2010

Por que faz bem


Não é pelo tamanho da caneca (que é tão pequenininha quanto linda), nem pra sair contando ao quatro ventos o gesto. Quando compro um desses produtos que prometem doações de parte do valor de sua venda, o faço por que realmente acho uma boa forma de contrinuir ainda que com valores as vezes pequenos (como o caso dessa canequinha) mas que somados farão grande diferença na vida de alguém.

Não faço doações com muita frequência, pelo menos não as que envolvem dinheiro, mas nunca neguei um prato de comida a alguém que batesse campainha aqui em casa (e não é raro), já perdi as contas de quantos pacotes de fraldas e caixas de leite já comprei pra gente que nunca tinha visto na vida. Doar roupas, livros, móveis que você não usa mais, sei lá; tudo que está parado na sua casa, é bom pra você e pra quem recebe.

Não é apologia a caridade, sei que isso só não resolve a maioria dos problemas sociais que tem por aí, mas exercitar o gesto de ajudar o outro, de se colocar no lugar dele, pode fazer maravilhas também pela nossa vida.

A canequina que eu comprei já coloquei pra enfeitar um cantinho aqui em casa; devo comprar outras pra fazer companhia. Passa em uma Tok Stok e compra uma pra você também.