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20/09/2012

Queria falar uma coisa

Não era meu intuito gastar um post pra dar essa opinião mas acabei refletindo e achando que valia a pena o registro.

Passeando pela internet vi a seguinte chamada: "Depois de reclamar roubo de imagens íntimas, Carolina Dieckmann publica foto na banheira" a reportagem saiu no portal do Estado de Minas e eu li aqui.

Na mesma página eu li outra chamada: "Estudante brasileira que leiloa virgindade já conseguiu R$ 130 mil em 4 dias" (a matéria está aqui).

Aí fiquei pensando: os valores de privacidade com certeza mudaram nos últimos anos; comportamentos antes considerados vulgares e inapropriados para mulheres hoje são vistos como normais e sinônimo de "poder" e alta auto estima.

Não tem muito tempo escrevi outro post sobre esta questão dos valores da sociedade atual (aqui para quem quiser). 

Por favor entendam que o que escrevo é minha opinião e além de não haver nenhuma compensação financeira não há nenhum intuito em se promover ou denegrir ninguém.

No caso da Carolina Dieckmann eu penso o seguinte: quando ela posta uma foto dela na banheira, foto que aliás mostra apenas partes dos braços e pernas dela, ela escolheu aquela foto e achou que não havia problemas do filho dela adolescente, seus amigos e familiares a vissem. 

Por outro lado, quando uma pessoa mal intencionada, se apropria de um conteúdo particular (fotos pessoais que estavam salvas em um computador pessoal) e o utiliza para chantagem ou o expõe sem autorização isto é um crime e ela reclamou/ denunciou exercendo seu direito à privacidade.

Existe uma diferença bem grande entre as fotos que "vazaram" na mídia há um tempo atrás (tinha até um nu frontal) e esta foto de agora (que podia muito bem até ser a divulgação de um novo trabalho) e deveria existir uma separação entre a exposição da atriz Carolina Dieckmann e de seu trabalho e da pessoa Carolina Dieckman, mãe, esposa, ser humano com limitações e defeitos.

Não estou aqui julgando/defendendo seu comportamento, nem a conheço para tal, mas registro que acredito no direito que ela (e todos os outros famosos) tem de se indignar com a falta de respeito da mídia em relação a sua(s) vida(s) pessoal(ais).

Aí vamos ao outro extremo: o caso da moça da virgindade leiloada. 

Longe de mim falar que ela está errada de colocar preço em algo que lhe pertence, mas confesso que fiquei um pouco triste ao constatar que esta idéia de leiloar a virgindade veio de uma terceira pessoa, que reuniu jovens de diversas partes do mundo para conduzir um documentário e que as familias destes jovens os apoiam em suas escolhas (além das pessoas que estão dando lances no leilão).

Gente, até aceito pensar "ahhh... já que um dia você vai mesmo perder a virgindade, por que não ganhar uma grana com isso?" (e não quero falar sobre prostituição aqui por que não sou contra as pessoas que fazem sexo por dinheiro mas gostaria que as circunstâncias em que elas o fazem fossem melhores) mas fico pensando é no seguinte: como será pra essa moça, que nunca teve uma experiência sexual de penetração vaginal (sem hipocrisia: sexo oral e anal deixam o hímem intacto) deixar uma pessoa que ela nunca viu (e que não necessariamente será uma pessoa gentil e agradável) faça sexo com ela pela primeira vez?

E se antes de acabar o documentário/ leilão ela conhecer uma pessoa especial e quiser perder a virgindade com ela, o que será que vai falar mais alto?

Temos sido bombardeados por conceitos diferentes, músicas que comparam as mulheres a objetos (ou animais), novelas/ filmes/seriados em que a falta de caráter é vista como sinônimo de poder e fonte de orgulho. A impunidade para o preconceito ainda é grande, as possibilidades na internet são infinitas, mas algumas coisas são insubstituíveis e o tempo nunca volta.

Outro dia li uma frase no facebook atribuída ao Pablo Neruda, que era mais ou menos assim: você é livre para fazer suas escolhas, mas é refém das consequências.

Nessas duas publicações do jornal havia comentários de pessoas que também leram a matéria (confesso que não registrei lá minha opinião por pura preguiça de fazer o tal cadastro para publicar um comentário). Vi gente ofendendo gratuitamente a atriz e a menina, fazendo comentários agressivos. 

Não sei se as pessoas refletem sobre o que leem, se absorvem aquela informação e a replicam ou se as notícias como esta são logo substituídas por um resultado de um jogo de futebol ou um capítulo da próxima novela, mas acho que em algum momento vamos ter que pensar se esta é a vida que realmente queremos levar ou se seremos por ela levados, chegando a achar normal e louvável certos comportamentos e criticando duramente situações absurdas.

03/08/2012

Opinião

As vezes tenho tantas opiniões, fico com vontade de sair por aí sacudindo as pessoas pelos ombros, falar: ow, acorda pra vida! Presta atenção no que você está "engolindo".

Aí a vontade passa, consigo entender que cada um pensa de um jeito, que nem sempre estou certa e que há milhares de "verdades" dentro de uma situação.

Hoje estava refletindo sobre moda, status. Uma pessoa "famosa" postou uma foto de biquini para rebater críticas de que ela estaria gorda em um desfile. Não dá pra achar que ela estava gorda de jeito nenhum, o corpo dela é muito atlético por sinal, mas a roupa que ela estava usando não favoreceu seu tipo físico e ficou mesmo parecendo que ela estava acima do peso.

Quer a gente queira, quer não, o visual ainda é extremamente valorizado na nossa cultura, os padrões de beleza até estão mudando, mas a questão é que a opinião pública ainda importa muito.

Cada vez mais temos modelos e padrões a seguir, pessoas que nos "inspiram" (uso pobre da palavra às vezes, inclusive).

E tudo isso pra quê? Para nos culparmos ou castigarmos até atingir aquele padrão?

Quando uma modelo desfila uma roupa de alta costura, daquelas caríssimas e muitas vezes conceituais, o objetivo é apresentar a visão do estilista, seu desing, muitas vezes um novo tecido, estampa ou acessórios.

Quando uma pessoa "famosa", como essa moça da foto, desfila uma roupa de marca, dessas que se vende em loja e são produzidas em série, ela desfila a mensagem: se você quer ser como eu, vista essa roupa, calce este sapato, use esse esmalte, batom, etc.

O foco nos dois casos é comercial, tanto quem desfila como quem produz a roupa querem mesmo é ganhar dinheiro, vender as roupas (e as modelos venderem seu trabalho); mas para as pessoas a mensagem é diferente.

Comprar um vestido de alta costura traz consigo um status, uma marca registrada, requer um comportamento, um contexto, não basta ir lá e pagar a roupa, tem que saber usá-la. 

Por outro lado, comprar uma roupa de marca, que tal pessoa desfilou, é comprar aquele estilo da pessoa, é se parecer com aquela pessoa, e muitas vezes é uma fuga perfeita para as pessoas "comuns". Uma chance de ser menos comum.

Já quis ter um corpo como o daquela moça, hoje em dia me preocupo em ter uma cabeça diferente da dela, as pessoas não devem ter o direito de me dizer se estou gorda, ou feia, eu mesma sei julgar isso. E apesar de acima do peso sei que estou saudável e tenho conteúdo. Minha beleza (e a dela) passará, o que eu penso pode ficar aí pra sempre.

14/07/2012

Sobre as ausências

Tenho estado ausente todo o tempo.

Com essa frase apenas começo a refletir sobre as escolhas que sou "obrigada" a fazer a todo minuto.

Para escrever este texto, por exemplo deixei de fazer inúmeras outras coisas.

Logo em seguida abandonei as primeiras palavras para me dedicar a "coisas mais urgentes".

Sinto estes momentos de quebra como um tempo precioso em que me roubei de mim mesma, fui contra minha vontade de continuar o que estava fazendo, compelida pela impressão de que deveria estar fazendo alguma outra coisa (as vezes completamente irrelevante para mim).

Nossa vida é repleta de escolhas, cada uma delas nos leva a um caminho e é impossível saber o que teria acontecido se tivéssemos feito algo de outra maneira (ou deixado de fazer).

Tenho lido sobre meditação, tentado controlar a ansiedade, me fazer mais inteira. É um caminho longo e às vezes difícil, mas tem valido a pena.

Minhas ausências tem se tornado "férias", as quebras quero encarar como pausas, mudanças de perspectiva. 

Voltei a criar momentos de relaxamento, a cultivar hobbies (e plantas :-)).

A vida está ganhando novo colorido, quero estar presente todo o tempo.

11/03/2012

Ja foi enganada?

Eu fui; hoje de tarde. 

Explico: sabe quando você compra um produto por um preço (tá lá na prateleira a plaquinha) e no caixa passa outro? Pois é; aconteceu comigo hoje na @ lá do Boulevard Shopping aqui em BH. 

Peguei uma caixinha de absorvente interno (tipo Ob) da marca Intimus e o preço era R$ 8,95. Do lado dela tinha a mesma caixinha em "promoção" por R$ 9,60 por que vinha com uma latinha pra levar os absorventes na bolsa. 

Fui pro caixa com o Leandro e na hora que a moça estava registrando os produtos meu telefone tocou e me afastei pra atender. Ele pagou a compra e fomos embora. 

Vale registrar que ele tinha visto o preço do tal absorvente e nem se preocupou em conferir a soma lá no monitor do caixa. Também é justo dizer que o monitor é posicionado de forma que você precisa ter o pescoço de uma girafa pra enxergar o que está registrado. Sem contar que até hoje achava que a @ era uma empresa idônea.

Chegando na casa da minha mãe mais tarde sentei pra procurar um outro cupom fiscal e peguei o da Araujo pra conferir; qual não foi a minha surpresa ao ver o preço registrado para o absrovente de R$ 8,95: me cobraram 13,50.

A hora que eu vi o shopping já estava fechado (domingo as lojas aqui fecham as 20:00) e pensei em procurar outra loja da Araujo pra resolver. Pelo valor ser muito pequeno achei que ia ser simples; eu tinha a nota fiscal e o produto...

Aí vim em uma loja que tem perto da minha casa e contei pra vendedora a situação. Ocorre que na loja não tinha o tal absorvente no mesmo tamanho do que eu adquiri (pra quem não sabe esse produto é vendido em tamanhos diferentes de acordo com o fluxo menstrual) mas tinha outros da mesma marca custando os mesmos R$ 8,95 e também tinha o tal "promocional" com a latinha por R$ 9,60 em todos os tamanhos.

Resumo: me falaram que eu tinha que voltar lá no Boulevard Shopping, bem distante da minha casa, pagar o estacionamento de lá de novo, pra ver na loja em que eu comprei o produto se eles me devolviam a diferença.

Falei com a vendedora e com duas pessoas encarregadas (acho que uma era a gerente) e a única coisa que me responderam foi isso. Aqui não tem como resolver. 

Por favor alguém me diga que ainda não fiquei louca e é um absurdo a empresa não me restituir os R$ 4,55 da diferença.

Claro que se eu visse que o produto custava R$ 13,50 (eu teria visto se tivesse outra plaquinha além da de R$ 8,95) eu tinha comprado o "promocional" com a latinha por R$ 9,60!

E claro que não vale a pena me deslocar da minha casa ao shopping e pagar R$ 5,00 de estacionamento só pra tentar receber a diferença do preço de uma caixinha de absorvente.

Então o que me resta é compartilhar aqui a minha #indignação com a referida Drogaria e pedir que as pessoas que lerem este post (e concordarem com ele, é claro) manifestem-se e o divulguem.

Quem sabe a @ não sente #vergonha deste comportamento e me devolve meus R$ 4,55?

Ahhh, mas é tão pouquinho, alguns poderão argumentar; não vale o trabalho. Alguém jão foi ao #procon por causa de R$ 4,55?

Mas e se todo mundo passar por essa situação ao menos uma vez? Quanta grana as empresas ganham em cima de pessoas desatentas que não percebem essa "falha" na hora de registrar o preço e depois não conseguem (ou não acham que vale o tempo e o desgaste - eu fiquei uns 15  minutos tentando) reaver o dinheiro?

Gostamos de reclamar sobre o desvio de grandes cifras, os políticos corruptos e tal; mas e os grãozinhos que enchem o papo de tantas galinhas por aí?
 
Pra comprovar:a foto da minha nota fiscal com o produto e a foto do promocional na outra loja. Lá não tinha o mesmo tamanho que eu comprei mas olha o preço do outro tamanho...



 

25/08/2011

Corrupção, você já pensou nisso?


O vídeo é fantástico e está no youtube. Foi veiculado fazendo parte de uma campanha do Ministério Público e da Associação Catarinense. 

Vale super a reflexão.

13/08/2011

Pare e pense (ao menos por um minuto)

Aborto: você não precisa ser a favor para apoiar a descriminalização

No Brasil, aborto é crime. E apesar de 1 em cada 7 mulheres brasileiras já terem realizado um aborto, de acordo com uma pesquisa de 2010, apenas as mulheres pobres acabam sendo processadas e tratadas como criminosas. Independente de ser contra ou a favor da legalização do aborto, é preciso encarar que ele existe e é uma prática recorrente em nossa sociedade. E, justamente por ser proibido, acaba sendo também um problema de saúde pública. Milhares de mulheres morrem todos os anos em decorrência de abortos mal sucedidos, sem assistência médica, sangrando abandonadas. Se  abortar é ruim, abortar na clandestinidade, ser presa ou até morrer é muito pior. 

No Sistema Único de Saúde (SUS) são realizadas 180 mil curetagens por ano, decorrente de abortos provocados, pois espontâneos não exigem internação, segundo o Ministério da Saúde. Outra estatística que demonstra a gravidade dos abortos ilegais é que chegam a causar 15% de mortes, a quarta maior causa de óbitos de grávidas no país. Continue lendo em Pelo direito de escolha.

É importante falar sobre as diferenças entre descriminalização e legalização do aborto. São duas coisas diferentes. O aborto sendo criminalizado, só beneficia as clínicas de aborto clandestinas que lucram muito no comércio ilegal de abortamentos. Mulheres com dinheiro tem a opção de pagar caro por um aborto seguro ou viajar até um país que tenha o aborto legalizado. O problema fica com as mais pobres, na maioria negras. Criminalização aumenta a hipocrisia e os bolsos de muita gente. Você pode ser contra o aborto, mas ser a favor da descriminalização, para que as mulheres que abortam não sejam presas. Pense no desespero de uma mulher que decide arriscar a própria vida em clínicas clandestinas e em seguida procura um hospital público por causa das complicações. Ela merece ser presa? A conhecida da sua mãe, a colega de faculdade, a Luiza Brunet, merecem ser presas?

Imagem do Documentário "O Aborto dos Outros" 

O perfil dessas mulheres e como chegam às mãos da Justiça, questões até então desconhecidas, foram reveladas por um estudo realizado pela Universidade de Brasília (UnB) e pelo Instituto de Bioética, Direitos Humanos e Gênero (Anis), com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Intitulada Quando o aborto se aproxima do tráfico, a pesquisa analisou 10 processos judiciais e inquéritos policiais contra mulheres e vendedores de abortivos denunciados pelo Ministério Público do Distrito Federal entre 2006 e 2010. Recentemente, o trabalho ganhou aval científico, referendado pela revista Ciência & Saúde Coletiva, que prevê sua publicação em breve.

Entre as sete mulheres, todas moradoras do DF, indiciadas nos 10 processos analisados, 70% nasceram em cidades do interior do Norte ou do Nordeste e tinhamcompanheiro fixo. A escolaridade de nenhuma passa do ensino fundamental e as atividades desempenhadas vão de domésticas a funcionárias do comércio. “Não há uma menina universitária ou de classe média. Elas não fazem aborto?”, indaga a antropóloga Debora Diniz, uma das autoras da pesquisa. Para a estudiosa, além da penalização da mulher menos favorecida do ponto de vista econômico e social, o estudo traz outro dado alarmante: a morte de duas delas. Segundo Debora, o dado precisa ser compreendido de maneira séria: “São duas entre sete, é uma taxa alarmante. Os processos revelam que elas morreram porque demoraram muito a procurar ajuda devido ao medo de serem denunciadas”.

Financiada pelo Fundo Nacional de Saúde, a Pesquisa Nacional sobre Aborto (PNA), levantamento mais completo sobre o tema no país, mostrou que 15% das mulheres entre 18 e 39 anos já realizaram aborto uma vez na vida. Do total, 48% delas usaram medicamentos abortivos e 55% necessitaram de internação hospitalar por complicações. Não foram demonstradas diferenças significativas entre as religiões declaradas pela entrevistadas — 15% são católicas, 13% declararam-se evangélicas, 16% responderam ter outras crenças. O restante não tinha religião ou não respondeu. Continue lendo em Aumentam Processos Contra Mulheres de Baixa Renda Que Fizeram Aborto.

A legalização do aborto é uma questão mais ampla. Significa dar a mulher o direito de decidir. Há muitas discussões que vão desde o direito à vida do feto, passando pelo prazo máximo para a realização de um aborto legal, até o direito da mulher sobre seu corpo. O Brasil avança lentamente nessas discussões. É sempre importante falar sobre prevenção e planejamento familiar, mas é pouco difundido que há remédios que influenciam na eficácia da pílula, que nem toda mulher se adapta bem à pílula ou ao DIU, que camisinha pode falhar. Pode-se defender o celibato, mas sabe-se que a discussão vai muito além disso. Atualmente o aborto é legal nos casos em que houve estupro e quando há risco de vida para a mãe. Em breve, o STF deve votar a questão dos fetos anencéfalos. Mas nem essas exceções estão garantidas, no Congresso há mais projetos para aumentar as punições e restringir a opção da mulher do que o contrário. É preciso deixar de lado a hipocrisia, os preceitos religiosos e encarar de frente a questão do aborto no Brasil. Um problema que mata milhares de mulheres todos os anos e que já provou não deixar de existir, mesmo estando há muito tempo na clandestinidade. Quem ganha com a criminalização do aborto no Brasil? Com certeza não são as mulheres.

Gostou ? Veio daqui.

11/08/2011

E o que você pensa sobre isto?

Chegará o dia em que não haverá mais "casamento homossexual", porque o preconceito, razão da oposição semântica, terá sido superado

Jean Wyllys

Como deputado federal pelo Estado do Rio de Janeiro, mas também como cidadão homossexual e ativista de direitos humanos, estou propondo ao Congresso Nacional a aprovação de uma proposta de emenda constitucional (PEC) para garantir o direito ao casamento civil a todas as pessoas, sejam elas gays, lésbicas, bissexuais, travestis, transexuais ou heterossexuais.

Quer dizer, os mesmos direitos com os mesmos nomes, porque a nossa Constituição Federal diz que todas as pessoas são iguais perante a lei e não devem sofrer discriminação (arts. 3º e 5º).

Esses princípios, além de fazerem parte do nosso texto constitucional, são lei para todos os países que assinaram a Declaração Universal dos Direitos Humanos, estabelecida nos artigos 1º e 7º.

O princípio da igualdade e o direito a não sofrer discriminação são reconhecidos também na Declaração Americana dos Direitos e Deveres do Homem (art. 2º), no Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (arts. 2º e 26), na Convenção Americana sobre Direitos Humanos (art. 1º) e no Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais (art. 2º), entre outros instrumentos de direito internacional.

Isso deveria bastar para que a discussão sobre o casamento igualitário terminasse aqui, mas, como disse George Orwell em "A Revolução dos Bichos", "Todos os animais são iguais, mas alguns são mais iguais do que outros".

Na vida real, é isso mesmo que acontece com as pessoas.

A história registra muitos exemplos de debates sociais semelhantes. "Mulher votando? Mulher, quem sabe, Chefe da Nação?", perguntava-se Drummond na década de 1920, em poesia dedicada a Mietta Santiago. A primeira pergunta do poeta foi respondida com a promulgação do Código Eleitoral de 1932, que deu às mulheres o voto.

A segunda demoraria quase cem anos: a eleição, em 2010, da primeira mulher presidenta da República. Estamos falando de uma forma de discriminação do mesmo tipo que a exclusão das mulheres do direito ao voto, a proibição do casamento inter-racial, a segregação de brancos e negros e a perseguição contra os judeus.

Da mesma maneira que hoje não há mais "voto feminino" nem o "casamento inter-racial", chegará o dia em que não haverá mais "casamento homossexual", porque a distinção resultará tão irrelevante como resultam hoje as anteriores e o preconceito que explicava a oposição semântica terá sido superado.

De fato, nos países em que o casamento homossexual chegou mais cedo, a lembrança das épocas em que era proibido resulta cada dia mais estranha e incompreensível para as novas gerações. A lei também serve para educar.

Acredito que a minha PEC seja a resposta mais adequada do Poder Legislativo à sentença do nosso Supremo Tribunal Federal, que recentemente decidiu que os casais formados por pessoas do mesmo sexo devem ter reconhecidos todos os direitos que a Constituição Federal garante às uniões estáveis.

Sabemos que um desses direitos, conforme o art. 226, parágrafo 2º, é o casamento civil. O Legislativo não pode continuar se omitindo!

É a vez do Brasil!

Jean Wyllys, mestre em letras e linguística, professor universitário, jornalista e escritor, é deputado federal pelo PSOL-RJ e coordena a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT, junto com a senadora Marta Suplicy (PT-SP).

Recebi essa mensagem da comissão de equidade de gênero do local onde trabalho e achei super válido compartilhar.

10/08/2011

Voluntariado e Transformação

Todos que me conhecem sabem que sou voluntária de carteirinha e por isso quando recebi esta mensagem hoje achei essencial compartilhá-la. Este texto foi publicado na Revista Filantropia e encaminhado por uma colega voluntária. Vale a pena a reflexão.

8/8/2011
Hoje, temos em nosso planeta uma terrível realidade que queremos transformar: cerca de 1 bilhão de pessoas estão no limiar da sobrevivência, com menos de US$ 1 por dia; mais de 40% da população vive com menos de US$ 2 por dia; mais de 1 bilhão de pessoas não têm acesso à água limpa e 2,6 bilhões não possuem rede de esgoto em suas casas. Por falta de água e saneamento, uma criança morre a cada 19 segundos no mundo. 

Uma ferramenta para a mudança deste cenário é o voluntariado que, a partir de cada ação solidária, se coloca a serviço do desenvolvimento sustentável. Segundo definição das Nações Unidas voluntário é o jovem ou o adulto que, devido a seu interesse pessoal e ao seu espírito cívico, dedica parte do seu tempo, sem remuneração alguma, a diversas formas de atividades, organizadas ou não, de bem estar social, ou outros campos”.

Assim, quando cada um de nós assume sua parte na construção de um planeta melhor, mais justo, com mais qualidade de vida, assume também sua corresponsabilidade na superação dos inúmeros desafios da sociedade. O resultado de colocarmos a mão na massa para transoformar necessidades em oportunidades de ação voluntária é sustentabilidade.

De acordo com uma definição do portal www.ecodesenvolvimento.org.br,“sustentabilidade é o desenvolvimento econômico baseado no equilíbrio entre as dimensões ecológica, social e econômica. Representa o potencial para uma nova abordagem do setor privado em relação ao desenvolvimento criando negócios rentáveis que, simultaneamente, elevam a qualidade de vida dos pobres do mundo, respeitam a diversidade cultural, e conservam a integridade do planeta para as futuras gerações. Isso significa fazer uma importante contribuição social ao mesmo tempo em que se cria valor para os acionistas. Pressupõe a redução ou otimização do uso de recursos naturais, a minimização de impactos sobre o meio ambiente e a sociedade no decorrer do ciclo de vida de produtos e processos produtivos, e a melhoria da qualidade de vida de todos os seres.”

O princípio da sustentabilidade aplica-se a um único empreendimento, a uma pequena comunidade, e até mesmo ao planeta todo. Isso porque cada um de nós causa impactos ambientais, sociais e econômicos, a partir de nossas escolhas e ações.

Para que um empreendimento humano seja considerado sustentável, é preciso que ele seja:
 
• ecologicamente correto
• economicamente viável
• socialmente justo
• culturalmente aceito

Em 2011, ano das comemorações da Década do Voluntário, a Rede Brasil Voluntário escolheu uma campanha que nos leva à reflexão sobre o que é um planeta voluntário. Trata-se de um planeta que oferece tudo o que tem de melhor, sem pedir nada em troca, mas que, para sobreviver, precisa da atitude de cada cidadão.

Assim, o voluntariado é um processo pelo qual é possível contribuir, deixar uma marca no mundo, fazer a diferença. E tudo isso de maneira sustentável.

Quando um voluntário se dispõe a realizar uma ação em prol do bem comum, quando põe em prática seus valores de sustentabilidade, atento aos interesses reais e legítimos da comunidade, já vemos um mundo melhor virando realidade.

04/08/2011

Se essa moda pega no Brasil



Um cidadão parou sua Mercedes em cima da ciclovia, na cidade de Vilnius, na Lituânia. Atravessou a rua e foi resolver algum problema da sua vida. Tudo o que ele esperava era voltar e encontrar seu carro inteiro e voltar para casa. Porém, não foi isto que aconteceu.

O prefeito da cidade, Arturas Zuokas, 43 anos, pegou um blindado militar e chamou câmeras de televisão para filmar sua proeza. Passou por cima da Mercedes e destruiu o carro. Aproveitando o momento, o mandatário da cidade esperou o dono do veículo voltar e foi embora.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/prefeito-bom-de-marketing-carro-na-lituania.html
Vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=V-fWN0FmcIU

13/07/2011

Com a Avaaz



Urgente:  O presidente do Sudão, al-Bashir, acusado de genocídio e assassinatos  em massa, iniciou outro ataque brutal contra seu próprio povo. Vamos  exigir que nossas lideranças prendam al-Bashir e protejam o povo do  Sudão! 

24/06/2011

Me caiu como uma luva

Vi no Portal HSM e reproduzo aqui na íntegra, só por que o autor conseguiu expressar algo que sempre pensei e tenho sentido muito neste momento da minha vida...

Ilusão e realidade

Ser realista é bom. Porém, só com realismo não expressamos o melhor de nós. Veja a reflexão que o consultor Abraham Shapiro faz sobre o tema

Imagine quantos profissionais estão mudando de carreira por não terem conseguido alcançar seus sonhos de juventude ou dos tempos de universidade.

Imagine quantos casamentos estão desmoronando porque um dos cônjuges – ou os dois – não chegou ao ponto de prazer físico e emocional ou de convivência a que sua imaginação lhe remetia antes.

Imagine o peso das dívidas contraídas na compra de um imóvel que não produziu em seu morador a sensação com que se via vivendo dentro dele antes de se mudar.
Imagine quantas pessoas retornam agora decepcionadas da "viagem de suas vidas", pois o lugar não era bem o que sonharam durante anos.

Sonhos, ilusões, fantasias, pressupostos, imagens, desejos, utopia, visões, devaneios e todas as tantas palavras que se enquadram nessa categoria de fluxos mentais são tão responsáveis pelo sucesso quanto pelo fracasso de cada ser humano, em situação por situação de sua existência neste planeta.

Hollywood sabe muito bem disso. Disney também. O sistema psicológico humano engloba subjetividades infinitas. Tudo é possível à imaginação. Os planos são todos fantásticos. Mas quantos se realizam? Pois é! “Viver é fácil com os olhos fechados” diziam os Beatles,  em Strawberry Fields Forever.

Se as agências de propaganda apenas anunciassem as qualidades objetivas dos produtos não teriam trabalho algum. No sentido lógico, fumar um cigarro, por exemplo, significa apenas tragar a fumaça produzida por um canudo de fumo e outras substâncias tóxicas. Isto jamais produziria o astronômico contingente de viciados espalhados pelo mundo. 

Mas fazê-los crer que consumindo a marca X terão instantaneamente a bravura de um “cowboy”, a liberdade de um corredor de Fórmula 1, o sucesso de um surfista com as mulheres, ou a vantagem e o charme de um milionário bon vivant – coisas com que quase todos sonham após assistir a uma propaganda cinematograficamente produzida –, isto sim cria dependência e  estatísticas de desgraça que todos os países conhecem bem.

No mundo da imaginação tudo é fácil e simples.  Não há preocupações. Somente brilho, beleza, sonoplastia encantada, idealismo, realização total... e somente subjetividade – do começo ao fim.

Mas a imaginação produz benefícios. Ela faz do homem um ser criativo. Deu-nos um Beethoven, um Castro Alves, um Michelângelo e outros. É ela, porém, a maior responsável pela vulnerabilidade e fraqueza humanas. Ela inverte valores – faz crer que o negativo é atraente, e que o positivo é repulsivo.

Você vê o anúncio de uma borbulhante pizza, entrega-se à ilusão de que o prazer será imenso. Ao comer um pedaço, sente que já não corresponde a tudo aquilo. Talvez nem aguente comer o quanto desejava antes de viver a experiência de fato. O que parecia uma satisfação compensadora durou um átimo desprezível e às vezes frustrante.

Por tal raciocínio, observe como se alastra nos dias de hoje a crença de que as pessoas devem receber tudo pronto das mãos das demais.  O sentimento de dignidade própria se elevou a tal nível que inibiu quase completamente a pouca gratidão que se encontrava no coração do homem desde a sua criação.  Incomum, hoje, é achar quem abrace para si a responsabilidade de levar suas buscas ao máximo do esforço necessário para alcançá-las. 

E o que dizer da necessidade de passar o máximo de tempo sem fazer nada? Ricos, pobres, cultos e idiotas estão plenamente tomados do ideal de que têm de descansar. “Trabalhar para quê? Dar de si para o próximo por quê? Eu pago impostos. O governo que faça a sua parte”. Este é o lado mau da imaginação.

Podemos ter consciência deste processo. Podemos nos ater à realidade. Podemos atenuar – pouco a pouco – a distância das “viagens fantásticas” para onde nos leva a imaginação e, assim, empregar melhor esta faculdade em favor das nossas escolhas.

Ser realista é bom. Porém, só com realismo não expressamos o melhor de nós. Sonhar é bom. Contudo, os estragos dos devaneios podem destruir – e custam caro! O caminho do meio é, certamente, a segurança de que precisamos para não cair em desequilíbrios e descontentamentos pueris, cujas consequências reduzem a vida a um piscar de olhos sem qualquer sentido.

Abraham Shapiro (Consultor e coach de líderes - shapiro@shapiro.com.br)
Portal HSM - 06/06/2011

29/04/2011

O que ensinamos, o que aprendemos?

 
 

Hoje um amigo me mandou esses quadrinhos por e-mail; eles são do Quino (criador da Mafada, que eu adoro). É bom parar pra refletir...